NÚCLEO DO PORTO

RUA JOAQUIM TÁVORA Nº 80,
VILA MATIAS - SANTOS SP
TELEFONE: (13) 3225-5428

VEM PARA A RUA VOCÊ TAMBÉM!

Nada há a temer quando somos os donos da ação, mas ai de nós se nos acovardarmos e deixarmos nas mãos de gangsteres o futuro da nação.

Ainda adolescente ouvi de um querido amigo, professor de história, a seguinte lição: o culpado sempre somos nós. Temos o costume de procurar nos outros as causas dos nossos infortúnios. Se um relacionamento vai mal, a culpa é do outro e nunca minha também. E assim caminha a humanidade, o outro é o nosso inferno.

Vivemos em um dos países mais injustos do mundo, um gigante acovardado, humilhado e submisso aos carteis políticos e econômicos da corrupção. Corrupção de alma, daqueles que seduzidos por uma ideia equivocada de si mesmos, acham-se os donos da nação e, vendidos aos produtores da miséria e exploração, não se importam em estuprar o nosso chão.

Políticos, juízes, grandes empresários e donos de televisão, constroem na manipulação a narrativa de um governo de salvação. Governo golpista de Judas e Jucá, de gente que se acha impermeável em sua redoma de poder. São eles os culpados?

Não! O culpado sou eu. O culpado é você. Culpados somos nós que permitimos que durante todos estes anos fossemos comandados por ladrões. Não é o PT, PMDB, PSDB. Somos nós que nos acomodamos, que nos deixamos enganar, que acreditamos que eles lá cumpririam os desejos do nosso coração, fazendo deste país uma grande nação.

Sentamos em frente ao computador e à televisão e nosso maior esforço é comparecer no dia da eleição. Opa, errei, somos militantes virtuais, ficamos agora nas redes sociais destilando o ódio e a vergonha da nossa inação.

Dias sombrios e nefastos são estes que vivemos. Direitos são retirados, a democracia em frangalhos, conquistas sociais indo para a casa do c**, mas ainda continuamos a acreditar que sozinhos, cada um em sua casa, faremos a diferença.

Os culpados somos nós que fizemos da política o voto e fingimos esquecer que todo o poder emana do povo. Somos nós que abandonamos os espaços de luta e discussão, as utopias, as convicções, a fé e a ação. As reuniões, os encontros, os partidos, as instituições, os sindicatos, as igrejas, as escolas e, principalmente, as ruas.

Nada há a temer quando somos nós os agentes da nossa própria história. O Brasil é dos brasileiros e a rua é o nosso território.

Vamos à luta, vamos às ruas, companheiros!

DAVID MOTA
Portuário

facebook-1 twitter

Porto e Poesia

Visitantes on-line

Temos 35 visitantes e Nenhum membro online