NÚCLEO DO PORTO

RUA JOAQUIM TÁVORA Nº 80,
VILA MATIAS - SANTOS SP
TELEFONE: (13) 3225-5428

UM PROBLEMA MUITO SÉRIO!

A luta operária brasileira, há mais de um século conta com a presença de trabalhadores dos portos. Que tiveram muita influência nas conquistas de muitas vitórias, de muitos direitos que ainda hoje trazem benefícios aos trabalhadores portuários e de outras categorias. E muitas delas tiveram motivaram muita perseguição principalmente levando em consideração o nível politizado de direções que assumiam as lutas, liderando movimentos paredistas. E merece ser citada uma importante conquista, ou seja, os portuários conquistaram uma situação especial que foi o reconhecimento do trabalho avulso. Foi onde surgiram as categorias dos estivadores, conferentes, vigias e consertadores, que exercem desde então as funções mediante a filiação ao sindicato representativo, sem vinculo empregatício. E nesse tempo todo foram muitas as modificações no sistema de trabalho, começando pela forma de filiação sindical, sem o que a função não pode ser exercida. Ao longo de quase um século esses batalhadores não se limitavam às suas atividades profissionais.. Todas as categorias contaram com militantes no campo social e assumindo a filiação a partidos de esquerda, como ao Partido Comunista. E sem abrir mão de lutar para garantir as conquistas e aumentar os direitos. E mais, mostrando sempre muita solidariedade às lutas de outras categorias, como os portuários com vínculo empregatício e trabalhadores de outras áreas que não os Portos. Mas há alguns anos o quadro está mudando. As tecnologias que são empregadas pelos operadores portuários passaram a dificultar a contratação de mão de obra e com isto os operários avulsos tiveram a diminuição do mercado de trabalho. Em paralelo, tem aumentado e muito o movimento de navios e as toneladas de mercadorias que entram e saem, numa atividade constante. A tecnologia no caso tem trazido grandes problemas. Deve-se somar a isto as mudanças nas legislações que regem as atividades portuárias. Uma delas coloca uma facilitação aos operadores de algumas áreas portuárias de contratarem a mão de obra de forma direta. Com vinculo empregatício esse pessoal diminui ainda mais as vagas que deveriam ser preenchidas pelos avulsos. Qual a saída para esta questão? Por certo o assunto não pode ficar restrito a movimentos isolados, como está acontecendo com os estivadores e operários portuários do Porto de Santos. É preciso que o assunto seja motivo de muita avaliação tanto em termos de outros portos brasileiros como também das demais categorias de trabalhadores. De forma simples, é preciso levar em consideração que o sistema capitalista promove constantes mudanças no sistema de produção e em todos os ramos de atividades. A classe trabalhadora, por sua vez, não pode agir de acordo com o momento, mas tem de retomar a luta, e quanto maior a mobilização, maiores as possibilidades de obter resultados positivos. E com isto criar mecanismos para que sejam valorizadas as Entidades representativas. Não dá para ficar na expectativa de que esta ou aquela categoria tome iniciativas e resolva seus problemas. É preciso usar da sensibilidade e fazer com que as organizações de trabalhadores superem divergências de momento e com isto, motivem todos os trabalhadores a se movimentarem. A luta dos portuários santistas pode servir de motivação para que isto aconteça.


Uriel Villas Boas - Secretário de Previdência Social da Fitmetal/CTB- Coodenação do MAP.LP e da Asimetal. - 3.10.13

facebook-1 twitter

Porto e Poesia

Visitantes on-line

Temos 15 visitantes e Nenhum membro online