NÚCLEO DO PORTO

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ASSESSORIAS, UMA DESAFIO PARA O MOVIMENTO SINDICAL

A estrutura sindical tem algumas questões que precisam ser devidamente analisadas. A atividade principal de uma representação, seja ela de trabalhadores ou patronal leva em consideração o interesse de todos aqueles que tem uma atividade comum e não pode ter a pretensão de solucionar os problemas de forma isolada. E de certa maneira a classe patronal age de forma a buscar atingir vantagens, uma caracteristica do sistema capitalista em qualquer país do mundo. E para tanto, conta com pessoas de formadas para estabelece as regras de comportamento tanto em relação a questões técnicas como jurídicas ou outros pontos como a orientação em termos de inovações e estrutura de uma empresa, seja qual for o ramo de atividade. Por sua vez, como age o movimento sindical de trabalhadores? Esta pergunta tem muitas respostas. A primeira delas, por certo, tem a ver com a orientação política de quem assume a direção de um sindicato. Nos primeiros tempos,no inicio do século passado, quando imigrantes de alguns países europeus vieram morar no Brasil eram frequentes as ações organizadas por movimentos populares em busca de conquistas de direitos e a garanti de espaços. E a história do movimento operário mostra algumas situações onde prevaleceu a vontade e a mobilização, com resultados muito positivos. É claro que foram muitas também as represálias. Afinal a classe patronal dominando o capital, tenta impor regras de comportamento, sob ameaças de redução de efetivos de trabalhadores, de encerramento de atividades, de demonstrar força na tomada de decisões. Mas estas situações fazem parte da relação conflituosa entre o capital e o trabalho. Sempre foi assim e vai continuar cada vez mais acirrada a luta para a garantia de direitos mínimos e novas conquistas. Eis que surge então um questionamento, ou seja, até onde o movimento sindical busca a preparação dos quadros, não apenas na formação política, mas também na estruturação jurídica, econômica e administrativa das Entidades sindicais em todos os níveis? Até quando as iniciativas tem o suporte que permita o debate com Entidades e mesmo empresários com a apresentação de argumentos técnicos, além é claro, da mobilização da categoria no sentido de exercer a pressão no campo político? E como montar esta estrutura? É onde se questiona a importância de uma ligação entre o operariado e a classe estudantil. Os debates, as palestras, a busca de um diálogo pode estimular quadros estudantis a assumirem posições e práticas que possam assessorar o movimento sindical com o devido preparo e competência. E por certo, abrindo um mercado de trabalho muito promissor. Já existem algumas organizações nesse campo, mas em número ainda limitado e sem muito espaço na área sindical. E poderia ser bem maior o número de profissionais em organizações de assessoria no campo economico, juridico, social e na formação de quadros. Estamos num momento onde esta questão pode ser avaliada de forma a buscar procedimentos que permitam elevar o nível dos debates e dos encaminhamentos. É uma ligação muito importante entre dois segmentos que no apresentam grandes possibilidades de ações conjuntas. Mas fica uma pergunta, ou seja, como promover os encaminhamentos necessários? É uma questão a ser devidamente avaliada. E quanto mais gente for envolvida, maiores serão as poibilidades de resultados positivos, em todos os sentidos. No entendimento entre as partes e na arregimentação de quadros, de ambos os lados, o sindical e o estudantil. É um desafio que fica na expectativa de algum encaminhamento.

Uriel Villas Boas - Secretário de Previdência da FITMETAL/CTB - Coordenação MAP.LP
e Direção da Asimetal-Associação dos Siderúrgicos e Metalúrgicos Aposentados do Litoral Paulista - 13.03.2014.

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